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Indicadores estratégicos para gestão de pessoas: quais são e como usá-los

14 de janeiro de 2026

A gestão de pessoas já foi vista como uma área essencialmente operacional, responsável apenas por rotinas burocráticas relacionadas aos colaboradores. No entanto, essa realidade ficou no passado. Hoje, as organizações reconhecem o papel estratégico do RH nos resultados do negócio.


Nesse contexto, os indicadores estratégicos para gestão de pessoas surgem como grandes aliados na mensuração do desempenho do setor e no alinhamento das ações de RH aos objetivos organizacionais. Quer entender melhor como eles funcionam e quais utilizar? Continue a leitura!


Qual a importância estratégica da gestão de pessoas para a empresa?


Os resultados de uma empresa são gerados, em última instância, pelas pessoas. Entretanto, a produtividade, o engajamento e a performance do time dependem de uma série de fatores que precisam ser gerenciados de forma estratégica.


gestão estratégica de pessoas atua exatamente nesse ponto, promovendo benefícios como:


  • retenção e atração de talentos;
  • otimização dos processos internos;
  • aumento da satisfação dos colaboradores;
  • melhoria dos resultados globais da empresa.


Para que essa gestão seja realmente eficaz, é fundamental acompanhar o desempenho do setor por meio de indicadores estratégicos de RH.


O que são indicadores estratégicos e para que servem?


Os indicadores estratégicos, também conhecidos como KPIs (Key Performance Indicators), são métricas quantitativas utilizadas para mensurar o desempenho de uma área, processo ou atividade.


No RH, eles permitem avaliar resultados que, à primeira vista, podem parecer subjetivos, como satisfação, engajamento e produtividade. Mais do que possíveis, esses indicadores são essenciais para uma gestão de pessoas orientada por dados e resultados.


Quais são os principais indicadores estratégicos para gestão de pessoas?


A seguir, confira os 7 principais indicadores estratégicos de RH que ajudam a mensurar e melhorar os resultados do setor.


1. Índice de turnover

O turnover mede a rotatividade de colaboradores na empresa. Altos índices indicam custos elevados com desligamentos, contratações e treinamentos, além de possíveis problemas de clima ou liderança.

De forma geral, recomenda-se manter o índice abaixo de 5%, evitando impactos negativos no desempenho organizacional.


2. ROI de treinamentos

ROI de treinamentos (Retorno sobre o Investimento) avalia se os recursos aplicados em capacitação estão gerando resultados concretos, especialmente financeiros.

Esse indicador compara o custo dos treinamentos com os ganhos obtidos em produtividade, qualidade ou redução de erros, permitindo decisões mais assertivas sobre investimentos em desenvolvimento.


3. Clima organizacional

O clima organizacional reflete a percepção dos colaboradores sobre o ambiente de trabalho e a qualidade das relações internas. Ele influencia diretamente a produtividade, a retenção de talentos e a imagem da empresa como empregadora.


Normalmente, esse indicador é mensurado por meio de pesquisas estruturadas, gerando dados quantitativos para análise e melhoria.


4. Produtividade

A produtividade mede a relação entre os resultados gerados e os recursos utilizados. No contexto da gestão de pessoas, ela pode ser avaliada tanto em termos quantitativos quanto qualitativos.


Comparar os resultados obtidos com as metas estabelecidas ajuda a identificar gargalos e oportunidades de melhoria no desempenho das equipes.


5. Satisfação do colaborador

Esse indicador aponta o nível de bem-estar e satisfação dos profissionais com o trabalho e com a empresa. Ele está diretamente relacionado ao engajamento, à motivação e à permanência dos talentos no negócio.


Assim como o clima organizacional, costuma ser mensurado por meio de questionários e pesquisas internas.


6. Absenteísmo

O índice de absenteísmo mede atrasos e faltas dos colaboradores. Quando elevado, pode indicar problemas de clima, saúde ocupacional, liderança ou engajamento.


Por ser simples de mensurar, esse indicador oferece insights valiosos sobre a qualidade do ambiente de trabalho.


7. e-NPS

e-NPS (Employee Net Promoter Score) é uma adaptação do NPS utilizado pelo marketing. Ele avalia o nível de satisfação e a probabilidade de os colaboradores recomendarem a empresa como um bom lugar para trabalhar.


A métrica é baseada em uma pergunta simples e ajuda a mensurar a reputação da organização como empregadora.


Indicadores de RH e planejamento estratégico


Utilizar indicadores estratégicos para gestão de pessoas é essencial para garantir uma atuação eficiente do RH. Mais do que medir resultados, eles permitem alinhar ações, corrigir rotas e fortalecer a contribuição do setor para os objetivos organizacionais.


Tudo isso deve estar integrado a um planejamento estratégico sólido, garantindo coerência entre pessoas, processos e resultados.


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O planejamento estratégico é uma das etapas mais importantes para o crescimento e a sustentabilidade de uma empresa. No entanto, quando mal estruturado, ele pode gerar desperdício de recursos, desalinhamento interno e decisões equivocadas. Planejar não é apenas definir onde a empresa quer chegar, mas quando , como e com quais recursos isso será feito. É o planejamento estratégico que antecede e direciona todas as ações capazes de impulsionar os resultados do negócio. Neste artigo, reunimos os 7 erros mais comuns cometidos pelas empresas na criação de um planejamento estratégico — e como evitá-los. 1. Falta de clareza nos objetivos da empresa O primeiro grande erro acontece logo no início: objetivos pouco claros ou mal definidos . Antes de pensar em estratégias, é fundamental compreender a realidade atual da empresa. Só a partir desse diagnóstico é possível estabelecer objetivos coerentes com o contexto interno, o mercado e as expectativas da liderança. Sem clareza sobre onde a empresa está e onde deseja chegar, o planejamento perde força e direcionamento, tornando-se apenas um documento formal sem impacto real. Como evitar: Faça um diagnóstico organizacional completo Defina objetivos claros, mensuráveis e alinhados à realidade do negócio 2. Não analisar cenários externos Mesmo que os fatores internos sejam bem avaliados, ignorar o ambiente externo pode comprometer todo o planejamento. A análise de cenários envolve compreender: o potencial do mercado; o comportamento do público-alvo; a atuação e o posicionamento dos concorrentes. Sem essa visão, a empresa corre o risco de criar estratégias desalinhadas com a realidade do mercado. Como evitar: Analise tendências, ameaças e oportunidades do setor Avalie concorrentes, barreiras de entrada e diferenciais competitivos 3. Falta de informações para a tomada de decisão A estratégia nasce da análise de informações. Tomar decisões sem dados é, literalmente, agir no escuro . Ferramentas como a Matriz SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) são indispensáveis para estruturar um planejamento consistente. Além disso, é fundamental analisar: desempenho interno; comportamento e satisfação dos clientes; custos, lucratividade e prazos; comparação com concorrentes. Como evitar: Baseie decisões em dados e indicadores Utilize ferramentas estratégicas de análise 4. Começar pelas iniciativas menos importantes Outro erro comum é investir tempo e recursos em estratégias que não são prioridade no momento . Sem uma hierarquização clara, a empresa pode dispersar esforços e comprometer resultados mais relevantes. Como evitar: Priorize estratégias com base em impacto, custo, prazo e risco Reavalie e ajuste o plano sempre que surgirem imprevistos, sem perder o foco estratégico 5. Deixar a equipe operacional fora do planejamento Um planejamento estratégico só funciona quando as pessoas envolvidas na execução entendem e se sentem parte do processo. Excluir a equipe operacional gera desalinhamento, resistência e baixa aderência às estratégias definidas. Como evitar: Envolva colaboradores direta e indiretamente impactados Estimule a participação e o senso de pertencimento 6. Falhas na comunicação do planejamento estratégico Criar um bom planejamento e não comunicá-lo adequadamente é comprometer todo o processo. Todos os colaboradores precisam compreender: os objetivos estratégicos; as prioridades; seu papel dentro do plano. A comunicação falha gera ruídos, retrabalho e esforços desalinhados. Como evitar: Utilize canais claros e consistentes de comunicação Garanta alinhamento entre liderança e equipes 7. Falta de acompanhamento e monitoramento O planejamento estratégico não pode ficar guardado na gaveta. Sem acompanhamento contínuo, não é possível saber se as ações estão gerando os resultados esperados ou se ajustes são necessários. Como evitar: Acompanhe metas e indicadores regularmente Revise estratégias com base nos resultados obtidos Conclusão Evitar esses erros é essencial para que o planejamento estratégico cumpra seu papel: orientar decisões, alinhar pessoas e gerar resultados sustentáveis . Um planejamento bem estruturado exige análise, comunicação, envolvimento da equipe e acompanhamento constante. Quando tratado como um processo vivo — e não como um documento estático —, ele se torna uma poderosa ferramenta de crescimento.