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Conheça mais sobre a gestão de riscos na qualidade

23 de fevereiro de 2020

Você já ouviu falar em gestão de riscos e gestão da qualidade? Sabe como esses dois conceitos se relacionam e por que são tão importantes para empresas que buscam excelência operacional?


A gestão de riscos na qualidade tem como principal objetivo antecipar possíveis problemas e planejar ações para evitá-los ou minimizar seus impactos nos produtos, serviços e processos da empresa. Ao adotar essa abordagem, o negócio se torna mais preparado para lidar com incertezas e manter padrões elevados de qualidade.


Continue a leitura e entenda como esses conceitos se conectam e como aplicá-los na prática.


O que é gestão de riscos?


Toda empresa está exposta a riscos que podem gerar perdas financeiras, operacionais ou humanas. Mudanças de mercado, falhas em processos, acidentes e novos concorrentes são exemplos de fatores que fogem ao controle da organização.


A gestão de riscos consiste em um conjunto de ações e estratégias voltadas à identificação, análise e prevenção de riscos, permitindo que a empresa se prepare para lidar com possíveis imprevistos e reduza impactos negativos ao negócio.


O que é gestão da qualidade?


A gestão da qualidade está relacionada ao controle e à melhoria contínua dos processos, produtos, serviços e projetos da empresa. Em um mercado cada vez mais exigente, garantir qualidade deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para competitividade.


Esse modelo de gestão assegura que todas as atividades da organização sigam padrões bem definidos, buscando eficiência, padronização e melhoria contínua, sempre alinhadas às necessidades do mercado e dos clientes.


Qual a relação entre gestão de riscos e gestão da qualidade?


Para garantir qualidade em processos e resultados, é essencial considerar os riscos envolvidos em cada atividade. Nesse sentido, a gestão de riscos atua como um pilar estratégico da gestão da qualidade.


Ao integrar esses dois conceitos, a empresa consegue:


  • Antecipar falhas em processos e produtos;
  • Criar planos de ação preventivos;
  • Reduzir retrabalhos e desperdícios;
  • Fortalecer a melhoria contínua.


Essa integração aumenta a capacidade da organização de responder rapidamente a imprevistos sem comprometer a qualidade das entregas.


Como implementar a gestão de riscos na qualidade?


A implementação da gestão de riscos na qualidade deve seguir algumas etapas fundamentais


1. Análise e identificação dos riscos


O primeiro passo é identificar todos os riscos aos quais processos, produtos ou serviços estão expostos. Para isso, utilize dados históricos, informações de mercado e ferramentas específicas. Nessa etapa, é importante avaliar:


  • O que pode dar errado;
  • A probabilidade de ocorrência;
  • O impacto caso o risco se concretize.


2. Avaliação dos riscos


Após a identificação, avalie os fatores que influenciam cada risco e as limitações da empresa para lidar com eles. Isso inclui lacunas de conhecimento, falhas operacionais e vulnerabilidades nos processos.


3. Controle e tratamento dos riscos


Com base na avaliação, é hora de definir planos de ação para eliminar, reduzir ou controlar os riscos. Também é necessário identificar quais riscos residuais serão aceitos pelo negócio.


4. Aceitação e comunicação dos riscos


Nem todos os riscos podem ser eliminados. Por isso, é fundamental comunicar à equipe a existência dos riscos residuais e orientar como agir caso eles ocorram. A comunicação clara fortalece a cultura organizacional e evita decisões improvisadas.


Ferramentas para gestão de riscos na qualidade


Algumas ferramentas são essenciais para apoiar a gestão de riscos na qualidade. Confira as principais:


Matriz SWOT

Permite identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças relacionadas aos processos, facilitando a análise de riscos estratégicos.


Mapa de processos

Ajuda a visualizar todas as etapas de um processo, responsáveis e resultados esperados, possibilitando a identificação de falhas e gargalos.


5W2H

Ferramenta que organiza ações por meio de sete perguntas-chave, garantindo clareza no planejamento e execução das ações preventivas.


FMEA

A Análise dos Modos de Falha e seus Efeitos identifica falhas potenciais e propõe ações para evitar ou minimizar seus impactos.


Diagrama de Pareto

Auxilia na priorização dos riscos, destacando aqueles que geram maiores impactos e que devem receber atenção imediata.


Por que investir em gestão de riscos na qualidade?


A gestão de riscos na qualidade é essencial para garantir processos mais seguros, eficientes e confiáveis. Com ela, a empresa consegue reduzir falhas, aumentar a previsibilidade dos resultados e fortalecer sua competitividade no mercado.


Contar com o apoio de uma consultoria especializada pode acelerar esse processo e garantir uma implementação eficaz. 


Entre em contato com o EPA e descubra como elevar o nível de qualidade e segurança do seu negócio.


Por EPA Software para gestão da qualidade • 15 de outubro de 2026
O setor de saúde no Brasil vive um momento de virada histórica. Com a aprovação do Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente (2026–2030) pela Anvisa e a consolidação da Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente pelo Ministério da Saúde, o modelo de fiscalização e gestão hospitalar mudou definitivamente de patamar. A mensagem dos órgãos reguladores é clara: o "compliance de papel" acabou. Instituições públicas e privadas deixam de ser avaliadas apenas pela apresentação de documentos e regimentos estáticos e passam a ser cobradas pela evidência prática de seus indicadores, gestão ativa de riscos e rastreabilidade dos planos de ação. Se a sua instituição ainda gerencia a segurança do paciente por meio de planilhas isoladas ou relatórios impressos pré-auditoria, é hora de reavaliar seus processos. 1. O Fim da Conformidade Burocrática Por anos, muitas instituições mantiveram Núcleos de Segurança do Paciente (NSP) operando apenas para cumprir requisitos formais de fiscalização. No entanto, o novo ciclo regulatório da Anvisa estabelece metas mensuráveis e rigorosas de vigilância sanitária. A nova abordagem exige que a gestão da qualidade seja viva, contínua e auditável. Isso significa que as vigilâncias sanitárias locais e os órgãos de certificação não querem apenas saber se a sua instituição possui um protocolo de prevenção de quedas ou de lesões por pressão, mas sim: Qual é a taxa de adesão real das equipes a esse protocolo no dia a dia? Como os incidentes são notificados e qual é o tempo médio entre o evento adverso e a abertura do plano de ação? Existe rastreabilidade entre a causa raiz identificada e a eficácia da medida corretiva adotada? 2. Os 3 Pilares Exigidos pelas Novas Diretrizes Para se adequar às diretrizes do Plano Integrado 2026–2030, os gestores de saúde devem focar em três eixos estruturantes: A. Gestão Baseada em Riscos (Matriz Ativa) Em vez de agir apenas após a ocorrência do dano (comportamento reativo), a instituição deve mapear continuamente suas vulnerabilidades assistenciais. A matriz de riscos precisa conectar a probabilidade e o impacto de eventos adversos (como erros de medicação, falhas na identificação do paciente ou infecções relacionadas à assistência) a barreiras preventivas concretas. B. Fortalecimento dos NSPs e Cultura Justa A Anvisa reforçou a necessidade de operacionalização efetiva dos Núcleos de Segurança do Paciente. Isso exige substituir a cultura da punição — que esconde os erros por medo de sanções — por uma cultura justa e de aprendizado sistêmico. O foco da gestão deve ser a identificação das falhas de processo que permitiram o erro humano, incentivando a notificação espontânea pelas equipes de ponta. C. Rastreabilidade e Monitoramento de Indicadores em Tempo Real A tomada de decisão baseada no "achismo" ou em dados consolidados com meses de atraso inviabiliza a segurança do paciente. As novas diretrizes cobram a centralização dos dados assistenciais e o acompanhamento de indicadores de desempenho que permitam intervenções imediatas antes que o risco se converta em tragédia. 3. Como Adequar sua Instituição e Garantir a Conformidade Para alinhar a rotina hospitalar ou ambulatorial ao novo panorama regulatório, a liderança de qualidade deve adotar passos práticos: Digitalizar o fluxo de notificações de incidentes: Garanta que qualquer colaborador possa notificar eventos adversos ou quase-falhas (near misses) de forma simples, rápida e, quando necessário, anônima. Integração imediata com planos de ação: Toda notificação grave deve disparar automaticamente uma análise de causa raiz (utilizando metodologias como 5 Porquês ou Diagrama de Ishikawa) e um plano de ação (como o 5W2R) com responsáveis e prazos definidos. Revisão periódica da Matriz de Riscos: A matriz não pode ser um documento estático. Cada evento adverso notificado deve servir de insumo para reavaliar e atualizar os riscos mapeados na instituição. Capacitação contínua focada em barreiras: Treine as equipes de enfermagem e corpo médico não apenas nas regras, mas na importância das barreiras de segurança na rotina assistencial. 4. A Tecnologia como Aliada Estratégica da Qualidade Cumprir todas as exigências do Plano Integrado da Anvisa de forma manual ou descentralizada tornou-se uma tarefa quase impossível e de alto risco para os gestores. É aqui que a tecnologia especializada se torna indispensável. O EPA (Especialista em Gestão da Qualidade) foi desenhado exatamente para transformar esses desafios em eficiência operacional. Com módulos integrados que conectam a Matriz de Riscos, a Gestão de Incidentes/Notificações, os Indicadores Assistenciais e os Planos de Ação, o EPA garante: Rastreabilidade total de cada evento, da notificação à verificação da eficácia da ação corretiva. Painéis e dashboards em tempo real para acompanhamento dos NSPs e da alta direção. Prontidão permanente para auditorias e inspeções da Anvisa ou órgãos acreditadores (ONA, ISO). Conclusão  O novo ciclo regulatório da Anvisa para 2026–2030 não deve ser visto apenas como mais uma exigência burocrática, mas sim como uma oportunidade de reestruturação estratégica. Instituições que investem na maturidade da sua gestão de riscos não apenas garantem a conformidade regulatória, mas salvam vidas, reduzem custos com desperdícios e fortalecem sua reputação no mercado de saúde.
Por EPA Software para gestão da qualidade • 30 de setembro de 2026
Lei 15.524/2026: impactos na gestão da qualidade na saúde Entenda o que prevê a Lei 15.524/2026 e como hospitais e serviços de saúde podem fortalecer a gestão da qualidade, riscos, indicadores, auditorias e conformidade. Lei 15.524/2026; gestão da qualidade na saúde; qualidade hospitalar; segurança do paciente; acreditação hospitalar; Anvisa; gestão de riscos na saúde A gestão da qualidade na saúde ganhou um novo marco no Brasil. A Lei nº 15.524, de 28 de setembro de 2026, instituiu a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela iniciativa privada. A nova legislação estabelece uma estrutura nacional voltada ao aprimoramento, à avaliação e à fiscalização da qualidade dos serviços de saúde privados. Na prática, a lei reforça uma tendência que já vinha se consolidando no setor: qualidade precisa ser cada vez mais estruturada, mensurada, acompanhada e demonstrada por meio de evidências. Para hospitais, clínicas, laboratórios, operadoras e demais organizações de saúde, isso aumenta a importância de processos bem definidos, indicadores confiáveis, gestão de riscos, rastreabilidade e melhoria contínua. O que estabelece a Lei 15.524/2026 A nova Estratégia Nacional prevê três grandes frentes: definição de padrões de qualidade e atributos de qualificação; avaliação da qualificação dos serviços de saúde; divulgação periódica dessas avaliações. A responsabilidade pela condução da estratégia ficará com o órgão nacional de vigilância sanitária, que deverá regulamentar os critérios e padrões conforme o tipo de prestador de serviço. Isso significa que a lei estabelece a estrutura geral, enquanto parte relevante dos critérios práticos ainda dependerá de regulamentação. Quais aspectos da qualidade passam a ganhar ainda mais relevância Segurança do paciente Adoção de tratamentos efetivos, com base científica, e mecanismos voltados à prevenção de danos e recuperação da saúde. Recursos e capacidade assistencial Disponibilidade adequada de corpo técnico, estrutura e processos de cuidado para oferecer atendimento com agilidade e reduzir riscos associados a atrasos. Cuidado centrado no paciente O paciente passa a ocupar posição central também nos critérios de avaliação da qualidade. Equidade Os serviços devem evitar distinções indevidas de tratamento relacionadas, entre outros fatores, a sexo, religião, etnia, localização geográfica ou condição socioeconômica. Conformidade regulatória A legislação destaca expressamente o cumprimento das normas expedidas pela Anvisa e pela ANS. O que muda na prática para os gestores da qualidade Embora a regulamentação ainda vá detalhar diversos critérios, a direção dada pela legislação é clara. As organizações precisarão demonstrar, cada vez mais, que a qualidade não está apenas descrita em políticas ou manuais, mas efetivamente incorporada à operação. 1. Indicadores confiáveis Não basta ter indicadores. Será cada vez mais importante demonstrar que eles são acompanhados, analisados e utilizados para tomada de decisão e melhoria dos processos. 2. Gestão de riscos estruturada Riscos assistenciais, operacionais e institucionais precisam ser identificados, avaliados, tratados e acompanhados. Uma gestão de riscos madura deixa evidências do processo e das decisões tomadas. 3. Tratamento de ocorrências Eventos adversos, não conformidades e outras ocorrências precisam gerar aprendizado. Isso envolve investigação, análise de causa, definição de ações, acompanhamento e avaliação de eficácia. 4. Gestão documental Protocolos, políticas, procedimentos e documentos precisam estar atualizados, aprovados e disponíveis para quem realmente precisa utilizá-los. A rastreabilidade passa a ser especialmente importante. 5. Auditorias e evidências A capacidade de demonstrar como os processos funcionam na prática tende a ganhar ainda mais importância. Auditorias internas passam a ser um instrumento fundamental para identificar fragilidades antes de avaliações externas ou fiscalizações. 6. Planos de ação efetivos Identificar um problema sem acompanhar sua solução não é suficiente. Planos de ação precisam ter responsáveis, prazos, acompanhamento e verificação de eficácia. Acreditação passa a ter papel relevante na avaliação da qualidade Outro ponto importante da nova lei é o reconhecimento de que avaliações externas, como processos de acreditação, poderão ser consideradas como um dos elementos de análise da qualidade dos estabelecimentos de saúde. Esse reconhecimento dependerá dos requisitos técnicos e legais que serão estabelecidos pelo órgão nacional de vigilância sanitária. É um sinal relevante para organizações que já investem em modelos de acreditação e certificação. Ao mesmo tempo, a própria lei deixa claro que essas avaliações externas não substituem inspeções, fiscalizações ou outros componentes de avaliação da qualidade. A nova legislação também prevê penalidades A Lei 15.524/2026 alterou a Lei nº 9.782/1999 e estabeleceu penalidades para prestadores privados que descumprirem os padrões de qualidade e atributos de qualificação definidos no âmbito da Estratégia Nacional. A legislação prevê multa diária de R$ 5 mil, que poderá ser ampliada em determinadas circunstâncias, além de não afastar outras responsabilidades previstas em lei. Isso reforça um ponto importante: gestão da qualidade deixa de ser apenas uma iniciativa de melhoria interna e se torna ainda mais conectada à gestão de riscos institucionais e regulatórios. Como as organizações podem começar a se preparar Mesmo antes da regulamentação detalhada dos critérios, algumas ações já podem ser adotadas. como seus indicadores são acompanhados; se os riscos estão identificados e atualizados; se ocorrências geram ações e aprendizado; se documentos e protocolos estão sob controle; se auditorias internas são realizadas regularmente; se os planos de ação são efetivamente acompanhados; se existem evidências claras das decisões e melhorias realizadas; se os processos estão alinhados às exigências da Anvisa, ANS e demais referenciais aplicáveis. O objetivo não deve ser apenas "estar preparado para uma fiscalização". O verdadeiro ganho acontece quando esses mecanismos passam a fazer parte da rotina de gestão. Tecnologia como apoio à gestão da qualidade À medida que os requisitos de controle, acompanhamento e evidência aumentam, depender exclusivamente de planilhas, e-mails e controles descentralizados pode se tornar cada vez mais complexo. Plataformas especializadas em gestão da qualidade podem ajudar a centralizar informações e integrar processos como: documentos riscos ocorrências auditorias indicadores planos de ação treinamentos reuniões evidências e acompanhamento de melhorias Mais do que digitalizar processos, o objetivo deve ser criar uma visão integrada da qualidade. Qualidade precisa ser evidenciada A Lei 15.524/2026 reforça uma mudança importante na gestão da saúde. Qualidade não pode ser tratada apenas como intenção, política institucional ou preparação para uma auditoria. Ela precisa aparecer na rotina, nos indicadores, nas decisões, nos registros e nos resultados da organização. Por isso, instituições que já possuem uma cultura estruturada de gestão da qualidade provavelmente estarão mais preparadas para essa nova realidade. Para as demais, este pode ser um bom momento para revisar processos, fortalecer a governança da qualidade e transformar informações dispersas em uma gestão mais integrada. Qualidade não se declara. Ela se evidencia. Sobre o EPA O EPA é uma plataforma especializada em gestão da qualidade, desenvolvida para apoiar organizações na centralização e acompanhamento de processos como documentos, riscos, ocorrências, auditorias, indicadores e planos de ação. Conheça o EPA e veja como fortalecer a gestão da qualidade da sua organização. epaqualidade.com.br Orientações para publicação Usar uma imagem de capa institucional relacionada à gestão da qualidade em saúde. Chamada sugerida para a capa: “Nova lei coloca a qualidade da assistência no centro da gestão da saúde”. Inserir CTA ao final direcionando para uma página de demonstração do EPA. Após publicação, desdobrar o conteúdo em LinkedIn e carrossel com “5 pontos da nova lei que gestores da qualidade precisam conhecer”. Revisar o artigo quando houver regulamentação complementar da Anvisa ou de outro órgão competente.  Fonte principal Lei nº 15.524, de 28 de setembro de 2026. Presidência da República / Casa Civil. Texto publicado no Diário Oficial da União em 29/09/2026. Observação: conteúdo informativo. Para interpretações jurídicas específicas, recomenda-se validação com assessoria jurídica ou regulatória.