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Afinal, existe mesmo feedback positivo e negativo?

31 de dezembro de 2025

Todo gestor, em algum momento, já se questionou sobre como oferecer feedback positivo e feedback negativo de forma adequada. Apesar de serem ferramentas essenciais para o desenvolvimento das equipes, esses retornos ainda geram insegurança e, muitas vezes, são interpretados de forma equivocada pelos colaboradores.


Isso acontece, principalmente, pela falta de preparo de ambas as partes — sobretudo quando o feedback envolve pontos de melhoria. No entanto, essa é uma competência que pode (e deve) ser desenvolvida. Para o gestor, o desafio é ainda maior: é preciso focar nos fatos, manter uma boa relação com o time e conduzir a conversa de forma construtiva.


Neste artigo, você vai entender se existe feedback positivo e negativo, qual é a real importância dessa prática e como aplicá-la de forma estratégica na empresa.


Afinal, existem tipos de feedback?


É comum ouvir que o feedback pode ser positivo ou negativo. Na prática, o que muda não é o feedback em si, mas o objetivo do retorno.


Feedback positivo


O feedback positivo costuma ser mais bem recebido, pois geralmente envolve elogios e reconhecimento. Ele reforça comportamentos adequados, metas atingidas e atitudes alinhadas à cultura da empresa, gerando satisfação pessoal e profissional.


Além disso, esse tipo de feedback aumenta o engajamento, fortalece a motivação e contribui para a retenção de talentos.


Feedback negativo (ou corretivo)


Já o chamado feedback negativo exige maior cuidado. Ele tem como foco a correção de comportamentos ou resultados que não estão alinhados às expectativas. Por envolver intervenção e mudança, pode gerar resistência tanto em quem recebe quanto em quem oferece.


Por isso, o feedback corretivo precisa ser construtivo, objetivo e baseado em fatos, sempre com foco no desenvolvimento do colaborador.


Qual é a importância do feedback nas empresas?


O feedback é uma das ferramentas mais poderosas de gestão de pessoas. Ele pode ser feito verbalmente ou por escrito — o formato é menos importante do que a qualidade do retorno.


Quando aplicado corretamente, o feedback:


  • contribui para o desenvolvimento individual e coletivo;
  • reduz incertezas sobre expectativas e desempenho;
  • melhora a produtividade e a proatividade do time;
  • fortalece o clima organizacional;
  • alinha comportamentos aos objetivos estratégicos da empresa.


Mais do que avaliar, o feedback orienta, desenvolve e engaja.


Por que é tão difícil dar feedback corretivo?


Muitas pessoas ainda associam feedback apenas a algo negativo. Isso torna o processo desconfortável para ambos os lados. A situação se agrava quando não há preparo emocional, planejamento ou clareza na comunicação.


Para que o feedback cumpra seu papel, é fundamental planejar a conversa, manter uma postura respeitosa e deixar claro que o objetivo é o crescimento profissional, não a punição.


Quando bem conduzido, mesmo um feedback corretivo tende a aumentar a produtividade, sem gerar conflitos ou desgastes no relacionamento.


Como dar feedback positivo e corretivo de forma eficiente?


1. Construa boas relações


Relações baseadas em respeito, confiança e diálogo tornam qualquer conversa mais fácil. Uma comunicação aberta reduz a chance de interpretações equivocadas e mostra que o feedback não é um ataque pessoal.


2. Seja impessoal


Evite envolver emoções ou julgamentos pessoais. Foque no comportamento ou no resultado observado. No feedback corretivo, deixe claro que a mudança é importante para o crescimento do profissional e para os resultados da empresa.


3. Atenha-se aos fatos


Nunca rotule pessoas. Em vez de dizer que alguém é “desorganizado”, fale sobre o atraso em uma entrega específica. Isso evita constrangimentos e reduz a sensação de ataque pessoal.


4. Baseie-se em dados e métricas


Todo feedback precisa de embasamento. Utilize metas, indicadores de desempenho e objetivos previamente definidos para sustentar suas colocações e tornar a conversa mais clara.


5. Seja objetivo


Ir direto ao ponto é essencial. Explique o motivo do feedback e, no caso do corretivo, destaque que ele faz parte do processo de desenvolvimento e que a empresa acredita no potencial do colaborador.


6. Não exponha o colaborador

Jamais ofereça feedback corretivo em público. Isso pode gerar constrangimento, prejudicar o clima organizacional e afetar a credibilidade da liderança.


7. Valorize os acertos


O feedback positivo reforça comportamentos desejados e costuma ser mais eficiente do que repreensões constantes. O equilíbrio entre reconhecimento e correção fortalece o engajamento do time.


8. Utilize métricas de avaliação


Ferramentas de gestão e avaliação de desempenho ajudam a estruturar o processo de feedback. Soluções como o EPA – Estratégia para Ação auxiliam no acompanhamento de metas, monitoramento de resultados e no desenvolvimento de planos individuais de crescimento.


Conclusão

Como vimos, o feedback não deve ser rotulado apenas como positivo ou negativo. Ele deve ser construtivo, estratégico e orientado ao desenvolvimento.


Quando bem aplicado, contribui para o crescimento dos colaboradores, melhora os resultados da empresa e fortalece o clima organizacional.


Se você gostou deste conteúdo, aproveite para conferir também o que é a cultura do feedback e como aplicá-la na sua empresa.


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